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Rodrigo Goulart

    Em 02/03/2010

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Mudar de ambiente

Não tenho dados concretos, ou seja, números exatos – aliás, nem a Chapecoense deve ter –, mas posso afirmar que o atacante Cadú é o jogador que mais gols marcou pelo clube nesta década. Se já não alcançou os 30 gols beira esta cifra. Logo, indago: como pode um jogador com esta referência decair tanto de produção? No domingo, Suca deu mais uma chance ao ex-Mineiro. A bola batia nele e voltava como se batesse em uma parede. Cadú necessita respirar outros ares para, quem sabe, readquirir a velha forma. Ah! O Agenor Piccinin, que trouxe o avante para Chapecó, assumiu o Ypiranga. Em tempo: Nei Maidana esteve ontem em Erechim.


Ainda dá

É inadmissível para um clube que despende cerca de R$ 400 mil por mês ser assombrado pelo fantasma do rebaixamento. Tem agremiação com investimento três vezes menor fazendo o Verdão comer poeira. Apesar da campanha pífia e do tropeço frente ao Atlético, ainda podemos acreditar numa reação que culmine na classificação aos cruzamentos do returno. Tecnicamente, o time evoluiu uma barbaridade de três jogos para cá. Isso ninguém pode negar. A defesa se acertou e, com menos afobação, o ataque tende a parar de perder gols em profusão.


Matemática

No turno, o último classificado (Metropolitano) à semifinal somou 15 pontos. Presume-se que o quarto colocado no returno construirá pontuação semelhante. Dessa forma, a Chapecoense necessita de mais 14 pontos, no mínimo, para galgar espaço nos cruzamentos. Fazendo uma conta rápida, seriam nove pontos dos três compromissos em casa (Avaí, Criciúma e Figueirense) e cinco nos embates longe da Arena Condá (Metropolitano, Juventus, Brusque, Imbituba e Joinville). No papel, parece simples. Se o Verdão mantiver a regularidade de bons jogos e maneirar nas suspensões, repito, podemos acreditar.


Em busca do dim-dim

Com o consentimento da direção verde-branca, o técnico Suca viajou ainda no domingo para Brusque. Ele iria procurar a diretoria brusquense para cobrar os serviços prestados ao seu ex-clube. Se foi pago ontem ou receberá hoje, não se sabe, mas que o Brusque, ou alguém da agremiação, tem café no bule, podem ter certeza que sim. Afinal de contas, cinco atletas foram contratados para o returno e mais dois estão em negociação. É o time que mais se reforçou entre o primeiro e segundo turnos.


Quase lá


O objetivo do Metropolitano está praticamente alcançado: um lugar na Série D. Só existe uma forma do ingresso escapar: Atlético-Ib, Brusque, Imbituba ou Juventus ser campeão estadual. Explica-se. Santa Catarina tem direito a duas vagas, uma oferecida ao vencedor da Copa SC e a outra ao melhor colocado do Catarinão entre os ausentes do cenário nacional. A vaga 1 é disputada no Estadual, enquanto a 2 na Copinha. Em 2009, o Joinville ganhou a Copa SC e já garantiu o segundo bilhete. No entanto, deve ficar com o primeiro por já estar na final do Catarinense. Com o JEC preenchendo o primeiro espaço, o segundo será ocupado pelo Metrô, vice-campeão da Copinha.


Bom negócio, talvez

A proximidade da vaga à  Série D deixa o Metropolitano mais tranquilo para aspirar algo mais no Catarinão. O projeto para amanhã à noite, sem dúvida, é a conquista dos três pontos. Isso significa que o time de Roberval Davino vai pressionar a Chapecoense, postura diferente da que teve o Atlético-Ib, na Arena Condá. No duelo contra o Brasiliense, o Verdão soube explorar com esmero os contragolpes na segunda etapa, quando construiu a goleada.


Pinceladas

- Conversei com o advogado Wanderley Godoy Júnior, que tem defendido a Chapecoense em todos os casos nos últimos anos.

- Segundo ele, Bruno Cazarine corre o risco de pegar de quatro a 12 jogos de suspensão. O atacante é acusado de agressão.

- As imagens da partida (contra o Figueirense) vão provar que Cazagol não quis agredir ninguém. Não há motivos para punição severa.

- Em menos de três semanas começa a edição 2010 da fase Oeste do Campeonato Catarinense de Futebol Amador.

- Doze clubes confirmaram presença. Já houve época (recente) em que o certame reunia 20 times.

- A coordenação está a cargo da Liga Esportiva Oeste Catarinense, de Joaçaba. Entretanto, nenhuma equipe daquela região se inscreveu. Estranho.

- A área de participação vai de Lindóia do Sul a Itapiranga. Sempre defendi a criação de uma etapa que contemple o Meio-oeste e o Planalto Serrano. Há um vazio no centro do estado.

- Do site do Grêmio sobre a conquista do turno no RS: “Fernando Carvalho é nosso”. A taça leva o nome do dirigente colorado.

- Um abraço a todos!

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