Colunas Esportivas




Rodrigo Goulart

    Em 15/02/2010

Assinar o RSS

A+

A-

Outra postura

Um dia de treinamento e Suca já arrumou a “cozinha” da Chapecoense. A zaga funcionou como deveria funcionar desde o início do campeonato. Rafael Morisco fez a torcida lembrar as atuações do ano passado. Na visão do colunista, foi o melhor do Verdão na partida. A marcação no meio-de-campo também evoluiu, bem como o sistema de criação. Também pudera, Suca povoou a meia-cancha com três volantes e dois armadores. A maior dificuldade foi penetrar na área do Joinville. Afinal de contas, a equipe começou com apenas um atacante. No segundo tempo teve dois, mas nenhum com aptidão para jogar enfiado.


Com calma


Embora não tivesse sido exuberante, a apresentação de sábado foi a melhor da Chapecoense no Catarinão 2010. Manteve uma postura tática bem definida do primeiro ao último minuto. Méritos do técnico Suca, que deu ao time um padrão de jogo, uma cara. Mas vamos com calma. Foi apenas uma partida. Já no aspecto técnico, a equipe continua devendo. Há peças que destoam e isso reflete no funcionamento de toda a engrenagem. Quanto à parte física, o professor José Lummertz tem um tremendo abacaxi para descascar.


Cazarine


Certamente, a escalação ideal da Chapecoense é um pouco diferente da que vimos neste fim de semana. Faltou Bruno Cazarine. Sem ele, Suca aplicou o 4-5-1, embora mudasse o esquema no decorrer do jogo. Por falar no Cazagol, penso que ele teria uma jornada de sucesso contra o JEC. Não fiz um levantamento, mas arrisco dizer que neste sábado o Verdão cruzou mais bolas na área do que em todo o campeonato. Aposto, também, na volta de Badé na lateral-esquerda. Lembrando que o próximo compromisso é no dia 24, pela Copa do Brasil, ou seja, mais de uma semana para os atletas melhorarem a forma. E em sua opinião, leitor, qual seria o time ideal?


Marcado I


Para quem em 2009 assistia às boas jogadas de Thoni e Arlan ter que aturar, agora, o João Rodrigo na lateral-direita, ou ala, como queiram, é um desgosto imensurável – também intrigante. Recordo-me das vezes em que o camisa 2 enfrentou a Chapecoense. Sempre nos incomodou. Não foi titular do Avaí à toa e ganhou a empatia dos torcedores de Brasil de Pelotas e Ypiranga. Suca conhece João Rodrigo de “outros carnavais”, diz se tratar de um jogador com potencial e dará nova chance a ele. Porém, penso que a diretoria deva vasculhar o mercado em busca de um lateral. A paciência do torcedor acabou.


Marcado II


As vaias que Tuto recebeu não se referem somente ao duelo de sábado, mas ao acúmulo de atuações deficientes. Contra o JEC, o atacante deixou Waldison duas vezes pifado na cara do goleiro, e no gol sofrido, quem errou o passe foi Basílio. Entretanto, Tuto ficou parado ao invés de tentar roubar a bola. Demonstrar vontade é obrigação. Tenho a informação de que o salário do atacante chega a R$ 15 mil/mês. Convenhamos, um valor que paga a jogadores capazes de resolver o problema, e não de criar um.


Não aprende


Aos 27 minutos do primeiro tempo, o nobre Jefferson Schmidt paralisou o embate para os jogadores se reidratarem. Uma atitude que tem se tornado frequente nesses dias de calor. Acontece que, no sábado, a temperatura não era tão elevada (28° C) e, pasmem, chovia. A tal parada técnica ocorreu justamente num momento em que a Chapecoense pressionava o Joinville. Inversões bizarras de faltas e “dois pesos, duas medidas” na aplicação dos cartões também integraram o repertório de trapalhadas do árbitro.


Pinceladas


- A Chapecoense não tem força política alguma junto à Federação Catarinense de Futebol. Essa é a mais pura realidade.

- Se tivesse, Jefferson Schmidt não apitaria mais jogos do clube. Neste Estadual já foram dois.

- No ano passado, a diretoria verde-branca, após os erros gritantes do árbitro no confronto perante o Figueirense, na Arena Condá…

- enviou um documento à  FCF solicitando o banimento do juiz do quadro de arbitragem da entidade.

- Imaginava-se que, pelo menos, Schmidt não participasse mais dos sorteios para trabalhar nos jogos do Verdão. Que nada!

- Se não bastassem os problemas técnicos e táticos, a Chapecoense possui outros, no âmbito extra-campo, para resolver. Leia-se indisciplina.

- A diretoria, que tem o respeito e a confiança da torcida e da imprensa, precisa ser severa, agir com firmeza. Se for necessário, apele para a dispensa.

- A propósito, demissão por justa causa não pode ser aplicada no futebol? Pelo que andei lendo, pode. Abra o olho, direção.

- Ótima semana a todos!

Parceiros

Patrocinadores

Desenvolvido por Infoway Soluções em Informática