Fernando Doesse
Colunistas da Equipe Esporte Total
Em 27/01/2012 no Jornal Voz do Oeste
Uma arrancada fulminante
Saber aproveitar o início do campeonato, enquanto que a maioria está cambaleante, pode ser a chave da porta para a primeira vaga a semifinal da competição.
A Chapecoense apresenta rendimento de 100% em dois jogos, em um universo de nove, chegando a este jogo de domingo, em casa, contra o Camboriú, com a possibilidade de manter este rendimento e chegar à marca de 33% do caminho percorrido na primeira fase.
Se este objetivo for alcançado a Chapecoense se habilita para levantar o turno. Este item, somente ele, já é mais do suficiente para fazer a Arena ganhar uma lotação muito acima da verificada na estréia.
Os seis pontos alcançados até aqui foram contra equipes de tradição, Avaí e Brusque, o que não significa que jogar contra o caçula Camboriú já são favas contadas.
A Chapecoense não está apresentando um bom futebol, ainda. O primeiro tempo em Brusque foi sofrível. Com as modificações impostas por Gilberto Pereira, à equipe rendeu mais, ganhou o jogo, mas ainda falta um tanto para que a equipe tenha um desempenho condizente com o status de atual campeã catarinense.
O jogo de Brusque foi quase um xerox do jogo contra o Avaí. Falta desempenho aos volantes. Articulação de meio de campo pouco produtiva. João Paulo é pesado e reclama em demasia. A ala esquerda está produzindo pouco.
Em compensação, Nivaldo está em grande fase. O trio de zagueiros está se entendendo muito bem, deixando a saudade de Dema de lado. Matuto pela direita precisa apenas simplificar mais.
Se já estiverem prontos, Marcos Alexandre, Diogo Roque e Jean Carlos têm lugar na equipe imediatamente.
A vitória em Brusque esteve muito calcada na sorte. Não se pode contar com ele sempre.
No Augusto Bauer foram duas bolas na trave que a Chapecoense levou. Uma no pênalti. O Brusque errou duas conclusões de frente para o gol. Nivaldo fez uma defesa extraordinária e no final quase levou um frango, mas acabou se recuperando a tempo.
Um fator positivo desta equipe que ainda não está pronta é a capacidade que possui na administração do resultado positivo. Fez isso duas vezes sem muito sobressalto. Demonstração inequívoca de maturidade.
Com todo o respeito
O estádio Augusto Bauer em Brusque tem história e ela deve ser valorizada.
O problema é que o tempo passou e o velho estádio está completamente desgastado. No gramado fizeram milagre após a última cheia. Quanto ao resto.
Não é mais possível uma cidade importante como Brusque, com tanta tradição no futebol, seguir com esta deficiência de estádio.
Não sei como aprovaram a iluminação do Augusto Bauer.
As cabines de rádio, além de minúsculas, estão deterioradas. Notei o esforço da diretoria do Brusque em melhorar as condições, mas do jeito que está nem com reforma a situação fica no ponto desejado.
Brusque merece um novo estádio prefeito!
Sobe
Trio de zagueiros da Chapecoense
Belo rendimento.
Desce
Reclamações de João Paulo
Em nada somam.
Internacional
Domingo decisivo
Neste domingo será batido o martelo sobre a permanência ou não de D`Alessandro no Inter.
A oferta chinesa é milionária e comparada a um prêmio de Mega Sena. Porém, o Inter reagiu e ofertou R$ 700 mil/mês de salário, contra R$ 1 milhão da China, mas com a possibilidade de a Nike adotar o argentino como seu novo contratado para propagandas. Já que a marca desembarca mês que vem no Inter.
É a última esperança, o último esforço em mantê-lo.
D`Alessandro está jogando muito. É seu melhor momento no Inter. Justificável toda a ação da diretoria colorada, mas a inclinação do atleta é de ir embora mesmo.
Está em jogo a independência financeira de duas gerações posteriores ao atleta. É muito dineheiro.
Grêmio
Pensativo
Na pré-temporada, o técnico Caio Júnior se notabilizou por montar o Grêmio sempre no esquema 4-4-2, repetindo a escalação em todos os treinos. Após o segundo jogo do Gauchão, porém, o treinador pode mudar de idéia. A melhora de rendimento da equipe após a entrada de Gabriel na partida contra o Canoas, nesta quarta, pode fazer o treinador gremista escalar o time no 3-5-2 para o jogo de domingo, contra o Juventude.
Mário Fernandes, mesmo como zagueiro, tinha liberdade para arriscar subidas e fazer o chamado elemento surpresa.
Segundo Caio Júnior, a mudança no esquema tático na volta do intervalo foi decisiva para os rumos da partida. "A vitória foi convincente pelo segundo tempo, e a parte tática foi realmente interessante", resumiu.




