Fabio Schadong

Colunistas da Equipe Esporte Total



Em 13/08/2010 no Jornal Folha de Chapecó


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De tudo

O Internacional deu um passo importantíssimo na quarta-feira à noite, no México. A vitória por dois a um sobre o Chivas deixa a equipe gaúcha a um empate do bi da Libertadores da América. É mais uma coincidência, dentre tantas outras, em relação a 2006. O torcedor já pode festejar, pois o Inter já é campeão. É muito superior ao Chivas e mostrou isso na casa deles, jogando como se estivesse às margens do Guaíba. É o campeão de tudo voltando. De tudo mesmo, dos gramados naturais aos sintéticos.


Vencer é preciso

Domingo tem Chapecoense na Arena Condá. Vencer é a palavra de ordem, sem chance para outro resultado. Vencer ou vencer é a necessidade. E se vencer todas em casa, muito provavelmente, estará classificado. No mínimo garantido na Série C do ano que vem. Só não levem a partida contra o Juventude por jogo jogado. O Ju não está bem, mas é o Juventude. Terá torcida na Arena. E você torcedor da nossa Chapecoense, não vai ficar de fora, né? Vá ao estádio e faça a sua parte. Nem que seja com desconfiança, mas não deixe de ir.


Mudou

A Seleção mudou mesmo. E para melhor. A partida de terça à noite mostrou isso. É um time veloz, com homens de frente que realmente procuram o gol adversário. Os meninos do Brasil têm futuro brilhante. Só não podem é  deixar a fama subir para a cabeça. O Pato já levou uns cascudos da vida e parece que aprendeu. Outros, vez por outra ainda cometem exageros. Ainda acho que o Neymar, por exemplo, precisa amadurecer. Estreou com gol na Seleção, sabe o que faz com a bola. Porém, às vezes, faz coisas típicas de um menino arrogante e protegido. Igualzinho à alguns que você, com certeza, conhece. Nesse aspecto, o Ganso me parece muito mais centrado. Enfim, o mundo não acabou, o futebol continua existindo e o Brasil tem futuro promissor pela frente. Como não haveria de ser diferente.


Camiseta

A CBF deu de presente ao jornalista Alex Escobar, da Globo, uma camiseta autografada. O objetivo, segundo o divulgado, foi selar a paz entre a Seleção e a imprensa. Isso só mostra o prestígio que Dunga tinha dentro da alta cúpula da Confederação, ou seja, nenhum. Terminaram de fritá-lo. E agora, dá sim, pra acreditar que ele poderia ter sido demitido em meio à Copa da África do Sul, o que seria inédito e ridículo. Dunga cometeu alguns exageros, sim. A imprensa, também. Todos tiveram culpa. Essa história da camiseta não precisava ter acontecido.

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